Rejeições de notas fiscais · Rejeição · · atualizado em · 3 min de leitura
Rejeição 695: Informado indevidamente o grupo de ICMS para a UF de destino
Saiba o que causa a rejeição 695 na NF-e, quando o ICMS da UF de destino é informado indevidamente, e veja como corrigir esse erro fiscal.

O que é a rejeição 695?
A rejeição 695 ocorre quando a NF-e é preenchida com o grupo de ICMS para a UF de destino, mesmo que a operação não exija esse grupo. A mensagem apresentada pela SEFAZ é:
Rejeição 695: Informado indevidamente o grupo de ICMS para a UF de destino.
Esse grupo se refere à partilha do ICMS em operações interestaduais para consumidor final não contribuinte, conforme as regras da Emenda Constitucional 87/2015. Porém, nem todas as operações devem conter essas informações, e seu uso incorreto gera a rejeição.
Por que a rejeição 695 ocorre?
Essa rejeição acontece quando o emissor preenche o grupo de ICMS partilhado (campo ICMSUFDest), mesmo que a situação não exija. Veja os cenários em que o erro costuma ocorrer:
- O destinatário da nota é contribuinte do ICMS, mas a nota foi preenchida como se fosse para consumidor final não contribuinte.
- A operação não é interestadual, mas o grupo de ICMS da UF de destino foi preenchido.
- A nota está emitida como devolução ou remessa, e esse tipo de operação não exige o preenchimento do
ICMSUFDest. - O CFOP utilizado não corresponde a uma operação que exige partilha de ICMS.
Resumindo, essa rejeição ocorre porque o sistema identifica um preenchimento indevido do grupo de partilha do ICMS, o que fere as regras da legislação fiscal.

Como resolver a rejeição 695
Para corrigir a rejeição 695, é preciso avaliar se a operação exige ou não a partilha do ICMS para a UF de destino e ajustar o preenchimento da nota conforme o cenário:
- Confirme se a operação é interestadual para consumidor final não contribuinte
A partilha do ICMS (preenchimento do grupo
ICMSUFDest) só é obrigatória quando:- A operação é interestadual;
- O destinatário é não contribuinte do ICMS;
- A mercadoria ou serviço se destina ao consumo final.
- Corrija o tipo de destinatário
Se o destinatário for contribuinte do ICMS, o grupo
ICMSUFDestnão deve ser informado. Ajuste o campo “indIEDest” para refletir corretamente o perfil do destinatário. - Verifique o CFOP da operação Alguns CFOPs não exigem a partilha do ICMS. Confirme se o CFOP utilizado se enquadra na obrigatoriedade e, se não for o caso, remova o grupo ICMSUFDest da nota.
- Remova o grupo de ICMS da UF de destino, se indevido
Se a operação não se enquadrar nas condições legais, exclua o grupo
ICMSUFDestda estrutura da NF-e antes de reenviá-la. - Reemita a NF-e Após os ajustes, gere e transmita a nota fiscal novamente. A ausência indevida do grupo será resolvida, e a nota deverá ser autorizada normalmente.
Como resolver a rejeição 695 no NFE+
O NFE+ é o emissor de NF-e gratuito da Zipline Tecnologia, a mesma empresa do eGestor: o plano gratuito emite até 15 notas por mês e tem ambiente de teste, que valida a nota na SEFAZ sem valor fiscal.
A rejeição 695 vem de um dado preenchido de forma diferente do que a SEFAZ espera. A nota fica com a situação Rejeitada, sem valor fiscal, e pode ser corrigida e reenviada com o mesmo número.
- Abra a nota rejeitada e confira o dado que a rejeição aponta: “informado indevidamente o grupo de ICMS para a UF de destino”.
- Corrija no cadastro do produto ou nos itens da nota: NCM, CFOP, CST/CSOSN e os dados de ICMS, IPI, PIS e COFINS. Corrigir no cadastro evita que o erro volte na próxima nota.
- Use salvar e enviar para transmitir a nota de novo à SEFAZ.
- Se ainda tiver dúvida sobre o preenchimento, emita antes no ambiente de teste, que valida a nota sem valor fiscal, e confirme o enquadramento com o seu contador.
Conclusão
A rejeição 695 aponta o uso indevido do grupo de partilha do ICMS na nota fiscal. Esse erro geralmente acontece quando o emissor interpreta mal as regras sobre operações interestaduais com consumidor final. Para evitar essa rejeição, é fundamental entender quando a partilha do ICMS é obrigatória e preencher a NF-e de forma coerente com o tipo de operação e de destinatário. Assim, sua empresa garante a conformidade fiscal e evita atrasos no processo de faturamento.

